A moda globalizada remete ao espírito de renovação constante das sociedades contemporâneas. Não sendo um conteúdo constituinte da união singular de determinada civilização, a variação e liberdade que se vê nos dias de hoje, em relação à moda, é fruto de diversas revoluções que conseguiram ultrapassar os tradicionais padrões e focos associados a tal conceito. O jogo de modismos, com o qual se encontra a moda atual, veio como consequência do fenômeno hedonista promovido pelas diversas culturas jovens emergentes.
Tudo começou com a invenção da vestimenta, na Idade Paleolítica, onde na Europa acontecera um sucessível processo de eras glaciais, que obrigou o homem a se dispor das peles dos animais para desenvolver algo para se proteger do frio. Nesse período ainda ocorre a invenção da agulha de mão, um determinante sinal de avanço para a época. Depois o vestuário passou a ser utilizado como elemento acentuando na divisão de classes, chegando a perder seu caráter de utilidade para significar sinônimo de aquisição e vaidade. No período Renascentista, o hábito de se vestir começou a funcionar de acordo com os ditames que surgiam acompanhando a evolução da sociedade e dos costumes. Por um longo período a significância da moda permaneceu estável, no sentido de agir mediante à regras externas, que não admitiam a existência de outros valores e culturas como referência. Até que, a partir dos anos 50, muitos movimentos surgiram como força desestabilizadora, rompendo com tais padrões e provocando o senso democrático, quanto às questões de comportamento e vestuário.
Mediante a estes pressupostos pretende-se quebrar os paradigmas que limitam a moda, tornando-a algo fútil e sem importância. Impossível acreditar nisso! Além de servir como forte expressão artística, a moda ainda expressa quem nós somos, não somente através da roupa que vestimos, mas sim como vestimos e nos comportamos, pois a mesma não só gira em torno do vestuário, mas também em outros aspectos de nossa convivência. Talvez até não a tenhamos percebido, porém ela esta lá, explícita ou implícita em nossos sentidos.